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Malteses: Minha Paixão!

Maltês: O cão amigo e companheiro!

Oração de um cão abandonado.

Deus... Sei que sou um ser criado por ti, para ser amado pelos homens mas nasci sem a sorte de alguns de minha espécie...

Irish Wolfhound - O maior cão do mundo

Ele é enorme, de elevada estatura e dotado de excepcional força muscular. Não, não se trata do Rambo! Estamos falando do Irish Wolfhound, o grandão do mundo canino...

A espiritualidade dos animais.

Segundo a filosofia espírita, a evolução humana se inicia no nível da simplicidade moral e da ignorância intelectual, mas é antecedida por estágios evolutivos nos reinos inferiores da criação...

Guarda responsável é amar o seu animal.

Eles precisam de amor, carinho, compreensão... Dê amor a quem te dá a vida!

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Animais com Medo dos Fogos e Rojões

Fim de ano sempre significa festa: a família ou os amigos reunidos, mesa farta e muito alto-astral. Mas para os bichos de estimação este momento costuma ser de muito medo por conta das pessoas desconhecidas e dos rojões e fogos de artifício.

Qual a Origem do Medo?

Muitos costumam afirmar que cães não gostam de barulhos de fogos de artifício ou trovões pois sentem dor no ouvido. Mas, na verdade, o motivo é outro: barulhos muito altos servem para alertar o cão de que algo de errado está acontecendo; significa, literalmente, perigo! O medo, portanto, nada mais é do que instinto de sobrevivência!

Mas, muitas vezes, o cachorro acaba passando por um susto muito grande quando ouve fogos de artifício, o que pode levá-lo, em situações posteriores, a sentir muito medo, mesmo que o estímulo não seja tão grande. Por exemplo: pode começar a respirar de forma ofegante apenas ao ouvir um único estouro ao longe...

Quais os Sinais de Medo Extremo?

Cães que apresentam verdadeira fobia ao som de fogos de artifício costumam babar muito, perdem o apetite, respiram com dificuldade e ficam o tempo todo procurando um lugar seguro para se esconder, geralmente algum local menor do que eles. Nestas situações, podem acabar se machucando ao tentar pular uma cerca ou muro, por exemplo.

"Cães e gatos ouvem bem melhor que os humanos. Por isso, o barulho é um incômodo para eles". Nessa época de festas, saiba quais atitudes tomar para proteger seu bicho de estimação na passagem de ano.

5 Maneiras de Proteger seu Pet do Barulho dos Fogos:

1. Evite Fugas

A primeira coisa a fazer nas noites de festa é fechar bem as portas e as janelas. No desespero, cães e gatos tentam fugir.

2. Crie um Refúgio

Coloque seu bicho em um lugar onde ele se sinta seguro. Mantenha a luz acesa e, se ele estiver acostumado, deixe TV e rádio ligados. Converse um pouco e faça carinho.

3. Jamais Ofereça a Comida da Ceia

Pode até ser que o peru esteja divino e a maionese seja light. Mas nada de dar ao seu bicho a comida da ceia de Réveillon. Problemas de digestão, somados ao pânico que ele sente dos rojões, podem até levar à morte, em casos extremos. Alimente-o com a ração de costume e ofereça água. Evite até dar os biscoitinhos dele.

4. Solte a Coleira

Não deixe seu cachorro ou gato na coleira. Muitos animais, quando presos, morrem por enforcamento, no desespero de fugir dos fogos e rojões. Se precisar isolá-lo, deixe-o fechado num quartinho.

5. Acalme-o

Homeopatia, florais e acupuntura podem diminuir o medo e a ansiedade do seu animal. Mas esses tratamentos devem ser feitos ao longo do ano. Em casos muito graves, converse com o veterinário sobre aplicar um sedativo.



Seguindo as dicas acima, é possível amenizar o pavor do cão e mantê-lo em segurança, o que já é um grande passo para evitar acidentes e permitir que todos curtam a passagem do ano!





Fonte: Cão Amor

sábado, 6 de novembro de 2010

Vocês Sabem Por Que os Gatos Arranham?

Vocês Sabem Por Que os Gatos Arranham?

Gatos na casa, móveis e objetos arranhados. Mas, porque os gatos arranham? Para afiar as garras, também, mas este não é o único motivo: os bichanos arranham para se espreguiçar, brincar e, principalmente, para se comunicar. Isso mesmo! Para os felinos, deixar esses sinais em forma de arranhões é uma forma de marcar o território. E é um habito. Todos os gatos arranham, inclusive aqueles que não têm mais unhas!

Arranhar, Não! 

Os gatos têm necessidade de arranhar e precisam de um lugar para isso. Eles arranham para eliminar a camada externa e gasta das patas e para marcar território. Seu gato vai se apoiar nas patas de trás e se esticar o máximo que puder para arranhar as unhas. Se estivesse fora de casa, outro gato poderia aparecer e fazer a mesma coisa. O que alcançar maior altura é o vencedor. O ato de arranhar também é uma forma de se esticar. À medida que se alonga, agarra o arranhador (ou o móvel ou as cortinas), e então se estica, curvando-se para trás. Por fim, os gatos arranham porque gostam disso. É natural, e eles se divertem.

Para que ele não danifique móveis e cortinas, dê a seu gato um ou dois arranhadores. Os mais interessantes têm superfícies variadas. Ele deve ser alto o suficiente para que o gato possa esticar as patas da frente acima da cabeça e ainda sobre espaço para se alongar e prender as patas. Se o arranhador for pequeno, o gato vai preferir os móveis mais altos.

Para tornar o arranhador mais atraente, passe erva-dos-gatos nele. (mais conhecida como "maconha" de gato) Seja generoso no início, enquanto o seu gato está aprendendo a usar o arranhador. Depois, passe a colocar a erva de vez em quando, apenas para manter o interesse do gato. O lugar também pode tornar o arranhador mais interessante. Lembre que os gatos arranham para marcar território. O corredor e a parte de trás do sofá não são territórios dignos de observação. O gato escolherá um móvel num lugar mais importante: onde a família se reúne, em geral na entrada da sala principal.

Se o gato resolveu usar um móvel como arranhador, você pode fazê-lo mudar de idéia. Primeiro, cubra a parte do móvel que ele gosta de arranhar com algo que o desestimule: um pedaço de tapete de plástico com saliências na parte externa, ou papel-alumínio. Uma toalha com cheiro de vinagre e fita adesiva dupla-face são outras idéias. Ao descobrir um material que pode desencorajar seu gato, use-o por várias semanas enquanto o reeduca para usar o arranhador.

Se surpreendê-lo no ato, um leve jato de água é uma boa punição, mas tem que estar à mão. Não saia correndo atrás do borrifador e depois atrás do gato: ele não saberá por que está sendo punido. Em vez disso, se você sabe que o seu gato gosta de arranhar e se esticar logo depois do jantar, fique com o borrifador por perto. Quando ele se aproximar daquele móvel, espere até que estique as patas e então aplique-lhe um jato de água. Enquanto ele se afasta, ignore-o: chega de punições.

Se o seu gato está decidido a arranhar os móveis e você não consegue detê-lo, talvez seja o caso de procurar os protetores de unha. São proteções para ser coladas nas unhas das patas dianteiras, que impedem que o gato arranhe os móveis. Os gatos não gostam dessas proteções quando são aplicadas da primeira vez, mas se acostumam a elas. Os protetores devem ser reaplicados a cada seis semanas, e às vezes a aplicação é difícil.

Algumas pessoas preferem usar a cirurgia para arrancar as garras como forma de controlar o ato de arranhar. Mas essa cirurgia remove as unhas das patas da frente e também o osso do último dedo. Uma cirurgia alternativa é cortar o tendão, o que permite ao gato continuar esticando as unhas. Ambas são caras, muito dolorosas e acabam com a habilidade do gato de se defender e expressar prazer através das patas. A cirurgia deve ser o último recurso depois de todas as outras opções terem sido tentadas, e nunca deve ser feita em um gato que vive fora de casa. 
OBS.: Ao meu ver, isso é uma mutiliação, e deveria ser totalmente proibido esse procedimento cirúrgico. Alguns bons veterinários recusam-se a fazer tal cirurgia. É o mesmo que você fazer uma cirurgia em um cão para que ele pare de latir. Como bem diz nossa veterinária: "-  É muito bom quando o gato começa a arranhar o sofá, os pés das cadeiras, cortinas etc., pois esse é um estímulo para que nunca fiquemos com móveis velhos na casa, sempre estaremos renovando". Fico indignada ao ler tal coisa.  (grifo meu)
Mantenha o Seu Gato Ativo 

Os gatos são muito menos ativos que os cachorros. Algumas pesquisas calculam que os gatos selvagens dormem cerca de 16 horas por dia! E quem tem gato concorda que eles gostam de cochilar. Mesmo que o seu gato seja dorminhoco, ainda assim ele precisa de exercícios regulares para manter o corpo saudável e a mente aguçada e consumir uma parte do excesso de energia que pode lhe causar problemas. O gato entediado, com muita energia, pode estragar os móveis, derrubar coisas das estantes, vasculhar a lata de lixo.

Alguns gatos, principalmente os filhotes, dão muitas voltas pela casa, sobem e descem dos móveis, andam em torno da mesa da sala e perto das paredes quando não se exercitam. Outros precisam de motivação para se mexer. Isso significa que você tem que se envolver.

Muitos brinquedos são feitos pensando nos exercícios. Os brinquedos amarrados a um bastão são muito divertidos para os gatos. Um bastão pequeno (em geral de fibra de vidro ou de plástico) tem um cordão de barbante ou de náilon amarrado a ele com um brinquedo na ponta. O brinquedo pode ser uma simples pena ou duas, ou ainda algo que se agita quando é movimentado. Assim, você pode provocar o gato puxando o brinquedo pelo chão, e quando o gato pular sobre ele basta puxar o bastão para afastar o brinquedo.
Deixe o gato pegar o brinquedo de vez em quando. Caso contrário, ele vai parar de brincar. Enquanto brinca, seu gatinho vai correr, saltar, arrastar-se e pular todos bons exercícios. Outra brincadeira é movimentar uma lanterna, fazendo a luz brilhar no piso e nas paredes. Muitos gatos perseguem a luz por longo tempo. Existe um laser vermelho, próprio para gatos eles adoram aquele brilho! Mas só utilize esse laser especial, pois outros tipos podem fazer mal aos olhos se eles olharem diretamente para a luz.

A perseguição é outro bom jogo. Basta ir atrás do bichano até que comece a correr; então, persiga-o pela casa. Muitos gatos adoram essa brincadeira, e correm e se escondem inúmeras vezes. 

Nada Substitui Você 

Deixe alguns brinquedos pequenos, como uma bola ou um rato peludo de brinquedo, pela casa para o gato brincar quando quiser. Mas você deve encontrar tempo, pelo menos uma vez por dia, para as brincadeiras. Ele espera por isso. Muitos ficam tão ansiosos que levam um brinquedo até o dono. Se o gato vive dentro de casa, você deve garantir que ele passe algum tempo se exercitando para manter o corpo saudável e em forma. Esse tempo não é apenas um bom exercício para o gato, é uma boa oportunidade para vocês dois.

Fotos dos nossos gatos e também retiradas da Internet.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Vida em Matilha ou em Vida em Família?

O comportamento social é resultado de um processo evolutivo onde ser social mostrou ser uma vantagem adaptativa. Isso significa dizer que ao manterem-se juntos, os animais da mesma espécie tem  como conseqüência vantagens em termos de sobrevivência (proteção contra predadores, eficiência na alimentação, divisão de trabalho e evolução cultural) e sucesso diferencial na procriação.

O que caracteriza um agrupamento de animais como uma sociedade é que:

O grupo é constituído por um determinado conjunto de indivíduos de uma só espécie animal Há uma nítida atração entre os membros do grupo com uma associação longa Os membros do grupo comunicam-se entre si Há um alto nível de cooperação entre os membros. Divisão de trabalho, reconhecimento individual A atividade dos membros é freqüentemente sincronizada - especialmente durante a alimentação, descanso, deslocamento e acasalamento O comportamento de apego é uma classe do comportamento social que visa a manutenção e restabelecimento da proximidade entre o filhote e sua mãe.

Tal comportamento pode ser observado:  
  • Sempre que o filhote perceber a ausência ou distanciamento visual, auditivo, tátil ou olfativo da mãe.
  • Quando ocorrer um evento (eventos associados a perigo, ambientes desconhecidos, presença eminente de predadores) que desencadeie o comportamento( vocalização e movimentação característica).
  • Quando a mãe busca manter o filhote próximo impedindo seu afastamento.

O comportamento de apego em termos evolutivos está associado a proteção contra predadores e por isso aumentar a probalidade de sobrevivência e de sucesso reprodutivo do filhote. Também está associado a obtenção de alimento e calor além de oferecer ao filhote a possibilidade de aprender com a mãe ou com as figuras associadas a cuidados maternos. Após um período que varia segundo a espécie, este sistema comportamental sofre mudanças e passa a ser ativado com menos facilidade. O filhote passa a explorar seu ambiente e aumenta suas atividades lúdicas. A mãe que inicialmente restringia o afastamento do filhote passa a rejeitá-lo e afastá-lo, desencorajando a proximidade excessiva.  O comportamento de apego não desaparece totalmente na vida adulta de muitos mamíferos, ocorre uma mudança das figuras para com quem o comportamento de apego é dirigido e desse modo a forma como o vínculo com a mãe desenvolveu-se, pode desempenhar um papel importante na determinação dos padrões de relações sociais entre animais adultos. A proteção contra predadores parece ser a principal função do comportamento de apego entre animais sociais. Ao primeiro sinal de alarme a presa procura reunir-se ao agrupamento, diminuindo a probabilidade de ser atacado, uma vez que os predadores procuram suas presas entre os animais isolados. O comportamento é facilmente eliciado na presença de sinais de alarme, quando se pressente ou suspeita da presença de predadores, especialmente entre os filhotes, fêmeas gravidas e animais doentes.

O Homem e o cão pertencem a grupos sociais diferentes mas sua associação mostrou-se vantajosa para ambas as espécies. Por outro lado o cão fica a mercê do controle e seleção feita pelo homem.

Segundo dados arqueológicos a domesticação do cão teria ocorrido há aproximadamente 14.000 anos quando o lobo foi trazido para dentro da estrutura social humana. Para tanto o processo de amansamento já estaria ocorrendo desde o momento que agrupamentos de lobos passaram, graças a facilidade na obtenção de alimentos, a habitar próximos aos assentamentos humanos. Esses grupos tornaram-se isolados reprodutivamente da população mais selvagem dando início ao processo que levaria a linhagem dos cães. Segundo Hemmer (1990) a principal mudança ocorrida seria a sua "percepção de mundo". Isto significa que enquanto uma alta sensibilidade e estado de alerta combinado com reações rápidas ao estresse seriam necessárias para a sobrevivência do animal no estado selvagem, características opostas de docilidade, diminuição do medo, e tolerância ao estresse são os requisitos da domesticação. Para que isto fosse possível mudanças estruturais deveriam ocorrer. Entre outras, mudanças hormonais, redução no tamanho do cérebro, diminuição da acuidade e sensibilidade da audição e visão e retenção das características e comportamentos juvenis na vida adulta.

Ao observarmos a interação entre o Homem e o cão doméstico poderemos identificar um padrão nesta relação que se assemelha ao comportamento de apego. Por um lado o comportamento maternal por parte do proprietário e do outro o comportamento do cão. Ao adquirir um cão com idade entre 5 e 7 semanas de idade, o proprietário estará participando do processo de desenvolvimento do apego e do período de sociabilização canino que se estende até as 16 semanas de idade. Nesta fase o comportamento de apego está em transição, a cadela diminui a intensidade de monitoração do filhote desencorajando a proximidade excessiva enquanto o filhote, por sua vez, passa a explorar o seu meio ambiente e inicia as relações com seus irmãos na ninhada. A forma como o proprietário se relacionar com o cão irá contribuir no estabelecimento do padrão do comportamento de apego entre ele e seu cão.

O comportamento de apego deve ser diferenciado do termo dependência. O termo dependência refere-se ao grau em que um indivíduo se apóia e confia em outro para a sua existência. O termo dependência tem um cunho depreciativo contrário ao comportamento de apego que está associado a relações de caráter social, um fator de coesão do grupo. Chamar a relação entre o Homem e um cão de comportamento afiliativo (termo sob o qual se classificam todas as manifestações de amizade e boa-vontade, de desejo de fazer coisas na companhia de outros) parece não ser adequado devido ao seu caráter abrangente e indiferenciado, enquanto o comportamento de apego contem em sua manifestação a possibilidade da variação no padrão como as relações individuais ocorrem.

O comportamento de apego, como uma classe do comportamento social,  possibilitou a domesticação do cão  animal silvestre até a sua  condição de animal de companhia, A observação de caracteres juvenis característicos em filhotes de canídeos selvagens ocorrerem  em cães domésticos adultos conseqüente da seleção destes caracteres ao longo da filogênese do cão (neotínea).

Porque ser social?
  • Vantagens proteção contra predadores
  • eficiência na alimentação
  • eficiência na reprodução
  • criação da prole
  • altruísmo
  • divisão de tarefas
  • evolução cultural
  • Desvantagem
  • competição entre os indivíduos;
  • doenças.
Para entender-se o comportamento social de qualquer espécie animal é importante estudar:
  1. Como ocorre a formação de laços e vínculos;
  2. Quais são as características do comportamento agonístico;
  3. A interação social através da limpeza social - grooming;
  4. Como ocorrem as relações de dominância e subdominância;
  5. Como se da a organização, a cooperação e o altruísmo;
  6. Quais são as atividades sincronizadas;
  7. Comunicação;
  8. Comportamento ritualizados.
Tabela 1   Comportamento Social de canídeos selvagens

Tipo I: formação temporária de pares entre machos e fêmeas durante a estação de cruza. O macho geralmente fica com a fêmea, assiste ao parto, traz comida e protege o ninho.

Tipo II: Pares permanentes, os jovens ficam com os pais até a próxima estação reprodutiva. Se houver comida suficiente eles podem permanecer em grupos familiares e auxiliar na criação de futuros filhotes, mas o mais comum é que eles se dispersem e formem seu próprio território.

Tipo III: Nesse tipo há formação de matilhas geralmente de animais aparentados. Normalmente somente uma fêmea e um macho cruzam. O restante dos integrantes tem comportamento altruístico, além de caçar em grupo. Fox (1978).

Tabela de Períodos de Desenvolvimento Canino
PeríodoInícioComportamento
NeonatalNascimento -14 dias
Dorme 90% do tempo, rasteja, mama, procura contato corpóreo, endireitamento, estimulação anal necessária.
Transição15 - 21 dias   
(até 3 semanas)
Olhos abertos, primeiros dentes, apoio sobre as 4 patas, primeiros passos. Lambe líquidos, defeca sozinho, mama de pé ou sentado.
Socialização I3 - 4 semanas
Ouve, enxerga, olfato se aprimora. Ingestão de alimentos sólidos. Abana cauda, brinca, morde irmãos.
Socialização II5 - 7 semanas
Mímica facial, curiosidade, exploração, atividades grupais e jogos sexuais. Início do estabelecimento da ordem de dominância.
Socialização III7 - 8 semanas
Desenvolvimento pleno da capacidade auditiva e visual. Investiga tudo. Medo de ruídos súbitos, fortes, objetos em movimento. Cautela em relação aos objetos, animais e pessoas estranhas.
Socialização IV9 - 12 semanas
Desenvolvimento de comportamentos nítidos de dominância e subordinação. Aprendizagem de Habilidades motoras. Atenção curta.
Juvenil3 - 6 meses
Retraimento. Brincadeiras com vocalização.
Adolescente6 meses
Início da puberdade.

Fonte: Dr. Mauro Lantzman - Médico Veterinário - Homeopata e Etólogo - São Paulo - SP - Saúde Animal - Cães.
Este artigo foi publicado originalmente no site do Dr. Mauro Lantzman
Todas as fotos são dos nossos cães.

Bibliografia:

FUCHS, H.; WATANABE, O.M. I Curso de Comportamento Animal. 1997.
LOMBARD-PLATET, VLV; WATANABE, OM; CASSETARI, L. Psicologia Experimental.
Manual teórico e prático de analise do comportamento. São Paulo:Edicon,1998.
OVERRAL, K.L. Clinical Behavioral Medicine for small animals. Missouri: Mosby, 1997.
FOX M.W. Behaviour of Wolves, Dogs and related canids. New York: Harper & Row Publishers, 1971
O'FARRELL, V. Manual of canine behaviour. 2 ed. – Cheltenham: BSAVA, 1992.132 p.
BOWLBY, J. Apego. 2 ed. São Paulo: Martins Fontes, 1990
SERPEL, J.: The domestic dog: its evolution, behaviour and interaction with people. 2 ed. – Cambridge: Cambridge University Press, 1997. 240 p.

domingo, 31 de outubro de 2010

A Espiritualidade nos Animais

Todos os animais nascem iguais perante a vida e têm os mesmos direitos à existência. (Artigo 1º. da Declaração Universal dos Direitos do Animal, proclamada na UNESCO em 15 de outubro de 1978) 

O espiritismo retirou da mediunidade todo o aparato místico e sobrenatural que sempre a cercou desde a Antiguidade, dignificou a mulher colocando-a lado a lado com o homem, atribuindo-lhe direitos que sempre lhe foram negados e resgatou a dignidade dos animais, situando-os em um processo evolutivo onde o princípio inteligente, “do átomo ao arcanjo”, se elabora e se autoconstrói.

Na cultura ocidental os animais não têm transcendência, não têm alma a ser salva ou condenada. Nunca tiveram o direito à imortalidade, atributo exclusivo dos seres humanos. De um lado a ciência, que rejeita as emoções e a espiritualidade e de outro, a religião, que não aceita a sua transcendência e nega aos animais o direito à vida pós-morte.

Já para o espiritismo os animais possuem uma alma, um princípio inteligente ou espiritual individualizado, que reencarna, evolui, progride e traz em si mesmo, como todo princípio inteligente, as potencialidades intelecto-morais e psíquicas vindouras.

O espiritismo não aceita a metempsicose — a reencarnação dos espíritos em corpos animais — mas considera que há um fio evolutivo de continuidade entre o reino animal e o hominal, chamado pelo cientista espírita francês Gabriel Delanne de Evolução Anímica.

Gustave Geley, pensador metapsíquico, simpatizante do Espiritismo, escreveu uma obra magistral, Do Inconsciente ao Consciente, onde chama a alma dos animais de Dinamopsiquismo Essencial, que entra em um processo evolutivo que ele denominou de Evolução Dínamo-Genética, conceito que o sociólogo espírita portenho Manuel S. Porteiro aplicou na compreensão dos processos históricos à luz do espiritismo.

Para o espiritismo, “os animais, também compostos de matéria inerte e igualmente dotados de vitalidade, possuem, além disso, uma espécie de inteligência instintiva, limitada, e a consciência de sua existência e de suas individualidades”. (O Livro dos Espíritos, questão 585).

Segundo a filosofia espírita, a evolução humana se inicia no nível da simplicidade moral e da ignorância intelectual, mas é antecedida por estágios evolutivos nos reinos inferiores da criação, do mineral às plantas, das plantas aos animais e dos animais ao reino hominal. Como dizia Léon Denis, o espírito dorme no mineral, sonha no vegetal, se agita no animal e acorda no reino hominal.

“Querem uns que o homem seja um animal e outros que o animal seja um homem.” Animal é animal, homem é homem. “Os animais não são simples máquinas, como supondes. Contudo, a liberdade de ação, de que desfrutam, é limitada pelas suas necessidades e não se pode comparar à do homem”.

É o que vemos em O Livro dos Espíritos.

606. Donde tiram os animais o princípio inteligente que constitui a alma de natureza especial de que são dotados?

“Do elemento inteligente universal.”

a) - Então, emanam de um único princípio a inteligência do homem e a dos animais?

“Sem dúvida alguma, porém, no homem, passou por uma elaboração que a coloca acima da que existe no animal.”

607. Dissestes (190) que o estado da alma do homem, na sua origem, corresponde ao estado da infância na vida corporal, que sua inteligência apenas desabrocha e se ensaia para a vida.

Onde passa o Espírito essa primeira fase do seu desenvolvimento?

“Numa série de existências que precedem o período a que chamais Humanidade.”

600. Sobrevivendo ao corpo em que habitou, a alma do animal vem a achar-se, depois da morte, num estado de erraticidade, como a do homem?

“Fica numa espécie de erraticidade, pois que não mais se acha unida ao corpo, mas não é um Espírito errante. O Espírito errante é um ser que pensa e obra por sua livre vontade. De idêntica faculdade não dispõe o dos animais. A consciência de si mesmo é o que constitui o principal atributo do Espírito. O do animal, depois da morte, é classificado pelos Espíritos a quem incumbe essa tarefa e utilizado quase imediatamente. Não lhe é dado tempo de entrar em relação com outras criaturas.”

O cientista espírita italiano, Ernesto Bozzano, de forma inédita, pesquisou dezenas de casos de materializações de animais, demonstrando que a alma desses seres sobrevive ao corpo e desfruta, momentaneamente, de uma quase erraticidade. Esse quase significa um tempo bem inferior ao dos espíritos, dotados de livre-arbítrio, com plena consciência de si mesmos e com um fator diferenciado em seus processos mentais, o que o espírito André Luiz denominou de pensamento contínuo. O que nos leva a concluir que no mundo extra físico não há manadas de elefantes, matilhas de cães ou uma alcatéia de lobos.

O princípio inteligente encarnado nos animais traz em si todas as potencialidades morais e intelectuais. Tem, em estado rudimentar, conforme o nível de progresso que haja realizado, a afetividade, a inteligência e a moralidade em estado de gérmen, tanto quanto o psiquismo desenvolvido de acordo com a necessidade. Quem convive com eles sabe que demonstram, ainda que de forma rudimentar, emoções que seriam próprias dos humanos. Expressam ciúme, alegria, tristeza, medo e uma série de emoções conforme o seu nível evolutivo.

A ciência admite que os animais têm uma inteligência rudimentar, também conforme as suas necessidades. Mas rejeita, ainda, a idéia de que possuam emoções. Há um preconceito científico, paradigmático, em relação a essa questão. A acusação de antropomorfismo é inevitável em pesquisas que objetivem a evidência de que eles possuam emoções semelhantes às humanas. Portanto, a existência de um psiquismo, de uma transcendência espiritual, de uma alma nos animais, ainda está muito longe de ser admitida pela ciência.

Pesquisas recentes sobre a existência de emoções nos animais tentam superar o preconceito acadêmico do antropomorfismo. Essas pesquisas apontam para um caminho que possivelmente venha a admitir a existência de espiritualidade nos animais. Espiritualidade significa a posse de uma dimensão espiritual que sobreviva e transcenda à matéria, que tenha um caráter espiritual, relativo ao espírito, à existência de um princípio espiritual. Isso a ciência rejeita de forma radical.

Essa visão transcendental que o espiritismo oferece na compreensão da vida animal tem um profundo sentido ético que deverá ser aplicado não somente no convívio com essas belas criaturas, no grande ecossistema terrestre, mas também na legislação. Documentos como a Declaração Universal dos Direitos do Animal, proclamada na UNESCO em 15 de outubro de 1978, apontam para um comportamento que dignifica os animais, atribuindo-lhes direitos que sempre foram negados. O nível evolutivo de uma civilização também se mede pelo tratamento dado a esses bichinhos que nos encantam, nos seduzem e que contribuem para tornar a nossa vida mais bela. 

Fonte: Eugenio Lara, arquiteto e designer gráfico, é fundador e editor do site PENSE - Pensamento Social Espírita, membro-fundador do CPDoc - Centro de Pesquisa e Documentação Espírita, expositor do Centro Espírita Allan Kardec, de Santos e do Instituto Cultural Kardecista de Santos.
Por Eugenio Lara. Escrito em Fevereiro de 2010.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Sarna de Ouvido: Como Detectar e Tratar


É muito comum cães e gatos apresentarem sarna nos ouvidos. Muitos proprietários notam que seus animais estão se coçando mais que o normal na região da cabeça, mas associam esse fato à infestação por pulgas.

O proprietário, ao limpar os ouvidos de seu animal, vai notar a presença de uma grande quantidade de cera nos ouvidos, de cor castanha bem escura, quase preta. O cerúmen em excesso é causado por uma reação do conduto auditivo em decorrência da presença de inúmeros ácaros (sarna).

A coceira é um sinal característico da sarna. O animal coça muito as orelhas, geme e pode chacoalhar a cabeça insistentemente. Esse tipo de sarna fica restrito ao conduto auditivo, não aparecem lesões no resto do corpo animal e as pessoas que convivem com ele não correm risco de se infestarem. A sarna otodécica é exclusiva dos animais.

O excesso de cera nos ouvidos e o traumatismo causado pelo ato de se coçar violentamente com as patas traseiras fazem com que o cão ou gato desenvolvam inflamação nos ouvidos (otite), o que causa dor e agrava o desconforto.

A sarna otodécica é contagiosa entre os animais. Quando há mais de um cão ou gato na casa, mesmo que apenas um apresente os sinais clínicos, todos devem ser tratados. O tratamento consiste em aplicar medicamentos parasiticidas no conduto do animal, diariamente, por um período de tempo prolongado, a critério do veterinário. O ácaro, embora não cause lesões fora do conduto auditivo, pode estar presente na pelagem do animal. Assim, além do tratamento nos ouvidos, banhos parasiticidas são aconselhados, além da desinfecção de mantas e caminhas onde o animal costuma se deitar.

Mesmo após a cura, notada através da interrupção da coceira e desaparecimento da cera, o animal pode se reinfestar se estiver em contato com outros cães ou ambiente contaminados.

O ouvido sadio não apresenta cerúmen (cera), odor desagradável ou coceira. Em qualquer um desses casos, leve seu amigão ao veterinário.

Otodectes cynotis - Causador da Sarna Otodécica ou Sarna de Ouvido em Gatos e Cães

A sarna de ouvido nos gatos, causada pelo Otodectes cynotis, é bastante comum. Esse ácaro não cava túneis como o Sarcoptes. Ele fica na superfície da pele do condutos auditivo. O seu ciclo é composto pelas fases de ovo, larva, duas fases de ninfa e o adulto (macho ou fêmea). A sarna de ouvido causa coceira intensa, balanço de cabeça e arranhões nas orelhas pela coceira. A confirmação do diagnóstico do tipo de sarna é feita pelo Médico Veterinário.

Ovos

A fêmea deposita os ovos com um tipo de cimento que faz com que o ovo fique aderido à pele. As larvas eclodem dos ovos após 4 dias de incubação. A larva alimenta-se por cerca de 3 a 10 para depois passarem para o estágio de Ninfa.


Larvas e Ninfas: Otodectes cynotis - Causador da Sarna Otodécica ou Sarna de Ouvido em Gatos e Cães

A Ninfa passará por dois estágios antes de se transformar no ácaro adulto (macho ou fêmea).



Adultos: Otodectes cynotis - Causador da Sarna Otodécica ou Sarna de Ouvido em Gatos e Cães

Os adultos podem viver até dois meses. Alimentam-se de fragmentos de pele. O ciclo completo dura três semanas.

Veja também o ciclo do Sarcoptes Scabiei, ácaro causador da Sarna Sarcóptica em cães e gatos.

Curiosidades

Otodectes cynotis - Causador da Sarna Otodécica ou Sarna de Ouvido em Gatos e Cães

* A sarna de ouvido pode ocorrer em todas as raças de cães e gatos, em todas as idades.

* Os ácaros adultos são grandes e brancos.

Sarcoptes scabiei - Causador da Sarna Sarcóptica ou Escabiose em Cães e Gatos

* O Sarcoptes scabiei não sobrevive fora de seu hospedeiro por mais de 24 horas.

* Esse ácaro possui "ventosas" nas patas, pelas quais se adere à pele do hospedeiro.

A Sarna Sarcóptica geralmente inicia-se pela cabeça, mas rapidamente se espalha pelo corpo.

Riscos

Otodectes cynotis - Causador da Sarna Otodécica ou Sarna de Ouvido em Gatos e Cães

A presença do ácaro causa irritação nas orelhas. Pode ocasionar infecção bacteriana secundária.

* Em casos de grandes infestações em animais não tratados pode ocorrer até a surdez.

Sarcoptes scabiei - Causador da Sarna Sarcóptica ou Escabiose em Cães e Gatos

* A Sarna Sarcóptica causa coceira intensa.

* Altamente contagiosa, pode acometer os humanos.

* Causa intensa irritação e estresse.

Oportunidade para surgimento de infecção bacteriana.

Atitudes

Em caso de suspeita de sarna o animal de estimação deve ser encaminhado ao Médico Veterinário.

Sarna Otodécica ou Sarna de Ouvido

* Recomenda-se usar luvas para manipular o animal, não pelo ácaro em si, mas pela possibilidade de infecções bacterianas e micóticas associadas, que poderiam ser transmitidas aos dedos/mãos de quem faz a higiene do conduto auditivo.

Sarna Sarcóptica ou Escabiose em Gatos e Cães

* É contagiosa entre os animais e os seres humanos. Convém isolar o animal contaminado até que sua saúde se restabeleça após o tratamento acompanhado pelo Veterinário.

* Os pontos do corpo humano onde a Sarna Sarcóptica ocorre com mais freqüência são nos antebraços, no abdômen e no pescoço (devido contato). As lesões são parecidas com picadas por pernilongo com intensa coceira. Se isto ocorrer, um Médico Dermatologista (humano) deve ser consultado.

* Recomenda-se utilizar luvas para manipular o animal contaminado.

* As pessoas que tiverem contato com o amigo de estimação com sarna, sem o uso de luvas, devem lavar bem as mãos com água e sabão. Orientar o mesmo para as crianças que brinquem com o animal de estimação.

* Recomenda-se lavar os tapetes, panos e roupas utilizados por esses animais.

A Bayer possui o produto Advocate® Gatos, que tem indicação para Sarnas Otodécica e Sarcóptica em Gatos.

O diagnóstico é das Sarnas é feito através de um exame de pele simples chamado "raspado de pele", realizado pelo Médico Veterinário, que avaliará e orientará o tratamento adequado para o animal de estimação.

domingo, 24 de outubro de 2010

Pulgas em Cães e Gatos: Perigo e Incômodo!

As pulgas causam coceira, alergia, feridas e até queda de pêlos.

Se você encontrar pulgas sobre seu amigo ou notar aqueles famosos "pontinhos pretos", que são as fezes do inseto adulto na pele e nos pêlos do animal, o ideal é buscar o quanto antes o tratamento mais adequado, conforme orientação do Médico Veterinário.

Conheça o ciclo de vida da pulga, algumas curiosidades, os riscos para a saúde da relação entre você e seu amigo, as atitudes que podemos tomar e alguns mitos.

Ciclo:

O ciclo de vida deste parasita possui quatro fases: ovo, larva, pupa e adulta. A fase que nós vemos sobre o animal é apenas a adulta, que representa 5% de toda a infestação. Os 95% restantes estão no ambiente.

Ovos:

A fêmea pode depositar de 400 até 2 mil ovos em sua vida adulta.

Os ovos não são visualizados facilmente a olho nu; possuem casca lisa e não são adesivos, portanto, mesmo que a pulga os deposite sobre o animal, eles acabarão caindo no chão. Só vão permanecer naqueles animais que tiverem a pelagem muito espessa.

São resistentes a produtos de limpeza e às adversidades do ambiente.

Dependendo do clima, essa fase dura de 2 até 12 dias.

Larvas:

Com formato de vermes, ficam em lugares com o mínimo de luminosidade, como frestas de tacos, fibras de tapetes e carpetes e nos rejuntes de piso frio.
São sensíveis a vibrações, por isso quando vamos limpar a casa, varrer ou passar aspirador, elas se enrolam, o que acaba dificultando a sua retirada.

Escurecem após se alimentarem de matéria orgânica presente no ambiente. Nos últimos dias como larvas, param de se alimentar. Então tecem uma seda adesiva ao redor de si mesmas, que aderirá partículas do ambiente, formando assim a pupa. A fase de larva dura de 9 até 20 dias.

Pupa:



A pupa é semelhante a um casulo, sendo muito resistente às condições externas e aos produtos de limpeza. Dependendo do clima, esse estágio pode durar de 7 até 365 dias.




Adulta:


A pulga adulta sai da pupa mediante um estímulo externo, como calor, umidade, vibrações e gás carbônico, para então procurar um hospedeiro.

As adultas são hematófagos (alimentam-se de sangue) e podem viver até 113 dias.



Curiosidades:

Origem:

Voltando aos primórdios, verificamos que a pulga está em nosso planeta há muito tempo. Estudos indicam o aparecimento dos ancestrais da pulga na Era Paleozóica, cerca de 280-225 milhões de anos a.C. Existe comprovação de ancestrais mais parecidos com as pulgas de hoje datando da Era Cenozóica (65-50 milhões de anos a.C.).

A espécie mais comum no Brasil é a Ctenocephalides felis felis, que foi introduzida no continente americano possivelmente no século XVI com a vinda dos colonizadores europeus e seus animais.

Espécies:

Você sabia que existem em torno de 2.500 espécies diferentes de pulgas?

Conheça algumas delas:

Ctenocephalides felis felis - Parasita os cães, os gatos, o homem em algumas situações.
Ctenocephalides canis - Parasita os cães, os gatos e o homem em algumas situações.
Pulex irritans - Parasita preferencialmente os homens, mas também cães e gatos.
Xenopsylla cheopis - Pulga dos roedores; pode também picar o homem, sendo a principal vetora da peste bubônica.
Tunga penetrans - Popularmente conhecida como "bicho-do-pé", acomete os mamíferos penetrando na sua pele.

Observações:
  • A pulga é um parasita muito voraz. 72 pulgas adultas podem consumir 1ml do sangue do animal por dia.
  • A pulga é uma ótima saltadora. Ela pode saltar mais de trezentas vezes a altura do seu próprio corpo. Se nós pudéssemos fazer isso, seria o equivalente a pularmos a altura do Pão de Açúcar!
  • As pulgas adultas, após saírem das pupas, procuram ficar nas pontas dos tapetes, dos móveis ou em cima de qualquer objeto para facilmente localizar o seu hospedeiro.
Riscos:
  • A pulga é o hospedeiro intermediário do Dipylidium caninum, que causa uma doença grave no animal e no homem causa a Zoonose Dipilidiose
  • A picada da pulga causa irritação na pele dos animais ou DAPP (Dermatite Alérgica à Picada de Pulgas), além de anemia, irritação e estresse.
Atitudes:

Para os Animais:

A Bayer possui uma ampla linha de produtos para o tratamento dos nossos amigos e também do ambiente onde eles vivem.

Confira toda a linha de Antipulgas para cães, pois para cada situação a Bayer tem uma solução. Conheça o Bayer Parasite Solutions.

Procure um Médico Veterinário para orientá-lo adequadamente.

Para o Ambiente:

A Bayer possui o Fleegard®, Antipulgas para ambientes internos e o Bolfo®, Talco Antipulgas.

Procure um Médico Veterinário para orientá-lo adequadamente.

Mitos:

"O meu animal não tem pulgas porque ele vive dentro de casa, que é muito limpa." - As pulgas sobrevivem em qualquer ambiente, seja interno ou externo. Muitas vezes, as áreas internas das residências acabam oferecendo até mais condições propícias para a proliferação e o esconderijo das pulgas, sendo que suas formas jovens são muito resistentes a produtos de limpeza.

"Percebi que meu animal está cheio de "ovos" pretos na pele e nos pêlos." - O ovo da pulga não é perceptível visualmente, pois é minúsculo, além de sua coloração ser perolada e não preta. Aqueles pontinhos pretos que vemos na pele do animal são as fezes da pulga adulta, principal alimento das larvas.

"O meu animal de estimação não pode ter pulgas porque, se tivesse, estariam subindo nas pessoas que vivem na residência." - A pulga do cão só subirá em humanos em último caso. Elas têm preferência por cães e gatos. O fato delas não subirem em nós, não quer dizer que não estejam em nossas residências.

"A minha casa é toda de piso frio, não tem pulgas." - A pulga sobrevive e se prolifera em qualquer tipo de superfície.

"O meu animal de estimação não pode ter pulgas porque eu as veria." - Nem sempre o parasita fica o tempo todo no mesmo ponto do corpo do animal. Poderemos notar a coceira e visualizar as fezes. Se o animal estiver se coçando muito, o ideal é levá-lo ao Médico Veterinário de nossa confiança.

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