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Malteses: Minha Paixão!

Maltês: O cão amigo e companheiro!

Oração de um cão abandonado.

Deus... Sei que sou um ser criado por ti, para ser amado pelos homens mas nasci sem a sorte de alguns de minha espécie...

Irish Wolfhound - O maior cão do mundo

Ele é enorme, de elevada estatura e dotado de excepcional força muscular. Não, não se trata do Rambo! Estamos falando do Irish Wolfhound, o grandão do mundo canino...

A espiritualidade dos animais.

Segundo a filosofia espírita, a evolução humana se inicia no nível da simplicidade moral e da ignorância intelectual, mas é antecedida por estágios evolutivos nos reinos inferiores da criação...

Guarda responsável é amar o seu animal.

Eles precisam de amor, carinho, compreensão... Dê amor a quem te dá a vida!

sábado, 6 de novembro de 2010

Vocês Sabem Por Que os Gatos Arranham?

Vocês Sabem Por Que os Gatos Arranham?

Gatos na casa, móveis e objetos arranhados. Mas, porque os gatos arranham? Para afiar as garras, também, mas este não é o único motivo: os bichanos arranham para se espreguiçar, brincar e, principalmente, para se comunicar. Isso mesmo! Para os felinos, deixar esses sinais em forma de arranhões é uma forma de marcar o território. E é um habito. Todos os gatos arranham, inclusive aqueles que não têm mais unhas!

Arranhar, Não! 

Os gatos têm necessidade de arranhar e precisam de um lugar para isso. Eles arranham para eliminar a camada externa e gasta das patas e para marcar território. Seu gato vai se apoiar nas patas de trás e se esticar o máximo que puder para arranhar as unhas. Se estivesse fora de casa, outro gato poderia aparecer e fazer a mesma coisa. O que alcançar maior altura é o vencedor. O ato de arranhar também é uma forma de se esticar. À medida que se alonga, agarra o arranhador (ou o móvel ou as cortinas), e então se estica, curvando-se para trás. Por fim, os gatos arranham porque gostam disso. É natural, e eles se divertem.

Para que ele não danifique móveis e cortinas, dê a seu gato um ou dois arranhadores. Os mais interessantes têm superfícies variadas. Ele deve ser alto o suficiente para que o gato possa esticar as patas da frente acima da cabeça e ainda sobre espaço para se alongar e prender as patas. Se o arranhador for pequeno, o gato vai preferir os móveis mais altos.

Para tornar o arranhador mais atraente, passe erva-dos-gatos nele. (mais conhecida como "maconha" de gato) Seja generoso no início, enquanto o seu gato está aprendendo a usar o arranhador. Depois, passe a colocar a erva de vez em quando, apenas para manter o interesse do gato. O lugar também pode tornar o arranhador mais interessante. Lembre que os gatos arranham para marcar território. O corredor e a parte de trás do sofá não são territórios dignos de observação. O gato escolherá um móvel num lugar mais importante: onde a família se reúne, em geral na entrada da sala principal.

Se o gato resolveu usar um móvel como arranhador, você pode fazê-lo mudar de idéia. Primeiro, cubra a parte do móvel que ele gosta de arranhar com algo que o desestimule: um pedaço de tapete de plástico com saliências na parte externa, ou papel-alumínio. Uma toalha com cheiro de vinagre e fita adesiva dupla-face são outras idéias. Ao descobrir um material que pode desencorajar seu gato, use-o por várias semanas enquanto o reeduca para usar o arranhador.

Se surpreendê-lo no ato, um leve jato de água é uma boa punição, mas tem que estar à mão. Não saia correndo atrás do borrifador e depois atrás do gato: ele não saberá por que está sendo punido. Em vez disso, se você sabe que o seu gato gosta de arranhar e se esticar logo depois do jantar, fique com o borrifador por perto. Quando ele se aproximar daquele móvel, espere até que estique as patas e então aplique-lhe um jato de água. Enquanto ele se afasta, ignore-o: chega de punições.

Se o seu gato está decidido a arranhar os móveis e você não consegue detê-lo, talvez seja o caso de procurar os protetores de unha. São proteções para ser coladas nas unhas das patas dianteiras, que impedem que o gato arranhe os móveis. Os gatos não gostam dessas proteções quando são aplicadas da primeira vez, mas se acostumam a elas. Os protetores devem ser reaplicados a cada seis semanas, e às vezes a aplicação é difícil.

Algumas pessoas preferem usar a cirurgia para arrancar as garras como forma de controlar o ato de arranhar. Mas essa cirurgia remove as unhas das patas da frente e também o osso do último dedo. Uma cirurgia alternativa é cortar o tendão, o que permite ao gato continuar esticando as unhas. Ambas são caras, muito dolorosas e acabam com a habilidade do gato de se defender e expressar prazer através das patas. A cirurgia deve ser o último recurso depois de todas as outras opções terem sido tentadas, e nunca deve ser feita em um gato que vive fora de casa. 
OBS.: Ao meu ver, isso é uma mutiliação, e deveria ser totalmente proibido esse procedimento cirúrgico. Alguns bons veterinários recusam-se a fazer tal cirurgia. É o mesmo que você fazer uma cirurgia em um cão para que ele pare de latir. Como bem diz nossa veterinária: "-  É muito bom quando o gato começa a arranhar o sofá, os pés das cadeiras, cortinas etc., pois esse é um estímulo para que nunca fiquemos com móveis velhos na casa, sempre estaremos renovando". Fico indignada ao ler tal coisa.  (grifo meu)
Mantenha o Seu Gato Ativo 

Os gatos são muito menos ativos que os cachorros. Algumas pesquisas calculam que os gatos selvagens dormem cerca de 16 horas por dia! E quem tem gato concorda que eles gostam de cochilar. Mesmo que o seu gato seja dorminhoco, ainda assim ele precisa de exercícios regulares para manter o corpo saudável e a mente aguçada e consumir uma parte do excesso de energia que pode lhe causar problemas. O gato entediado, com muita energia, pode estragar os móveis, derrubar coisas das estantes, vasculhar a lata de lixo.

Alguns gatos, principalmente os filhotes, dão muitas voltas pela casa, sobem e descem dos móveis, andam em torno da mesa da sala e perto das paredes quando não se exercitam. Outros precisam de motivação para se mexer. Isso significa que você tem que se envolver.

Muitos brinquedos são feitos pensando nos exercícios. Os brinquedos amarrados a um bastão são muito divertidos para os gatos. Um bastão pequeno (em geral de fibra de vidro ou de plástico) tem um cordão de barbante ou de náilon amarrado a ele com um brinquedo na ponta. O brinquedo pode ser uma simples pena ou duas, ou ainda algo que se agita quando é movimentado. Assim, você pode provocar o gato puxando o brinquedo pelo chão, e quando o gato pular sobre ele basta puxar o bastão para afastar o brinquedo.
Deixe o gato pegar o brinquedo de vez em quando. Caso contrário, ele vai parar de brincar. Enquanto brinca, seu gatinho vai correr, saltar, arrastar-se e pular todos bons exercícios. Outra brincadeira é movimentar uma lanterna, fazendo a luz brilhar no piso e nas paredes. Muitos gatos perseguem a luz por longo tempo. Existe um laser vermelho, próprio para gatos eles adoram aquele brilho! Mas só utilize esse laser especial, pois outros tipos podem fazer mal aos olhos se eles olharem diretamente para a luz.

A perseguição é outro bom jogo. Basta ir atrás do bichano até que comece a correr; então, persiga-o pela casa. Muitos gatos adoram essa brincadeira, e correm e se escondem inúmeras vezes. 

Nada Substitui Você 

Deixe alguns brinquedos pequenos, como uma bola ou um rato peludo de brinquedo, pela casa para o gato brincar quando quiser. Mas você deve encontrar tempo, pelo menos uma vez por dia, para as brincadeiras. Ele espera por isso. Muitos ficam tão ansiosos que levam um brinquedo até o dono. Se o gato vive dentro de casa, você deve garantir que ele passe algum tempo se exercitando para manter o corpo saudável e em forma. Esse tempo não é apenas um bom exercício para o gato, é uma boa oportunidade para vocês dois.

Fotos dos nossos gatos e também retiradas da Internet.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Vida em Matilha ou em Vida em Família?

O comportamento social é resultado de um processo evolutivo onde ser social mostrou ser uma vantagem adaptativa. Isso significa dizer que ao manterem-se juntos, os animais da mesma espécie tem  como conseqüência vantagens em termos de sobrevivência (proteção contra predadores, eficiência na alimentação, divisão de trabalho e evolução cultural) e sucesso diferencial na procriação.

O que caracteriza um agrupamento de animais como uma sociedade é que:

O grupo é constituído por um determinado conjunto de indivíduos de uma só espécie animal Há uma nítida atração entre os membros do grupo com uma associação longa Os membros do grupo comunicam-se entre si Há um alto nível de cooperação entre os membros. Divisão de trabalho, reconhecimento individual A atividade dos membros é freqüentemente sincronizada - especialmente durante a alimentação, descanso, deslocamento e acasalamento O comportamento de apego é uma classe do comportamento social que visa a manutenção e restabelecimento da proximidade entre o filhote e sua mãe.

Tal comportamento pode ser observado:  
  • Sempre que o filhote perceber a ausência ou distanciamento visual, auditivo, tátil ou olfativo da mãe.
  • Quando ocorrer um evento (eventos associados a perigo, ambientes desconhecidos, presença eminente de predadores) que desencadeie o comportamento( vocalização e movimentação característica).
  • Quando a mãe busca manter o filhote próximo impedindo seu afastamento.

O comportamento de apego em termos evolutivos está associado a proteção contra predadores e por isso aumentar a probalidade de sobrevivência e de sucesso reprodutivo do filhote. Também está associado a obtenção de alimento e calor além de oferecer ao filhote a possibilidade de aprender com a mãe ou com as figuras associadas a cuidados maternos. Após um período que varia segundo a espécie, este sistema comportamental sofre mudanças e passa a ser ativado com menos facilidade. O filhote passa a explorar seu ambiente e aumenta suas atividades lúdicas. A mãe que inicialmente restringia o afastamento do filhote passa a rejeitá-lo e afastá-lo, desencorajando a proximidade excessiva.  O comportamento de apego não desaparece totalmente na vida adulta de muitos mamíferos, ocorre uma mudança das figuras para com quem o comportamento de apego é dirigido e desse modo a forma como o vínculo com a mãe desenvolveu-se, pode desempenhar um papel importante na determinação dos padrões de relações sociais entre animais adultos. A proteção contra predadores parece ser a principal função do comportamento de apego entre animais sociais. Ao primeiro sinal de alarme a presa procura reunir-se ao agrupamento, diminuindo a probabilidade de ser atacado, uma vez que os predadores procuram suas presas entre os animais isolados. O comportamento é facilmente eliciado na presença de sinais de alarme, quando se pressente ou suspeita da presença de predadores, especialmente entre os filhotes, fêmeas gravidas e animais doentes.

O Homem e o cão pertencem a grupos sociais diferentes mas sua associação mostrou-se vantajosa para ambas as espécies. Por outro lado o cão fica a mercê do controle e seleção feita pelo homem.

Segundo dados arqueológicos a domesticação do cão teria ocorrido há aproximadamente 14.000 anos quando o lobo foi trazido para dentro da estrutura social humana. Para tanto o processo de amansamento já estaria ocorrendo desde o momento que agrupamentos de lobos passaram, graças a facilidade na obtenção de alimentos, a habitar próximos aos assentamentos humanos. Esses grupos tornaram-se isolados reprodutivamente da população mais selvagem dando início ao processo que levaria a linhagem dos cães. Segundo Hemmer (1990) a principal mudança ocorrida seria a sua "percepção de mundo". Isto significa que enquanto uma alta sensibilidade e estado de alerta combinado com reações rápidas ao estresse seriam necessárias para a sobrevivência do animal no estado selvagem, características opostas de docilidade, diminuição do medo, e tolerância ao estresse são os requisitos da domesticação. Para que isto fosse possível mudanças estruturais deveriam ocorrer. Entre outras, mudanças hormonais, redução no tamanho do cérebro, diminuição da acuidade e sensibilidade da audição e visão e retenção das características e comportamentos juvenis na vida adulta.

Ao observarmos a interação entre o Homem e o cão doméstico poderemos identificar um padrão nesta relação que se assemelha ao comportamento de apego. Por um lado o comportamento maternal por parte do proprietário e do outro o comportamento do cão. Ao adquirir um cão com idade entre 5 e 7 semanas de idade, o proprietário estará participando do processo de desenvolvimento do apego e do período de sociabilização canino que se estende até as 16 semanas de idade. Nesta fase o comportamento de apego está em transição, a cadela diminui a intensidade de monitoração do filhote desencorajando a proximidade excessiva enquanto o filhote, por sua vez, passa a explorar o seu meio ambiente e inicia as relações com seus irmãos na ninhada. A forma como o proprietário se relacionar com o cão irá contribuir no estabelecimento do padrão do comportamento de apego entre ele e seu cão.

O comportamento de apego deve ser diferenciado do termo dependência. O termo dependência refere-se ao grau em que um indivíduo se apóia e confia em outro para a sua existência. O termo dependência tem um cunho depreciativo contrário ao comportamento de apego que está associado a relações de caráter social, um fator de coesão do grupo. Chamar a relação entre o Homem e um cão de comportamento afiliativo (termo sob o qual se classificam todas as manifestações de amizade e boa-vontade, de desejo de fazer coisas na companhia de outros) parece não ser adequado devido ao seu caráter abrangente e indiferenciado, enquanto o comportamento de apego contem em sua manifestação a possibilidade da variação no padrão como as relações individuais ocorrem.

O comportamento de apego, como uma classe do comportamento social,  possibilitou a domesticação do cão  animal silvestre até a sua  condição de animal de companhia, A observação de caracteres juvenis característicos em filhotes de canídeos selvagens ocorrerem  em cães domésticos adultos conseqüente da seleção destes caracteres ao longo da filogênese do cão (neotínea).

Porque ser social?
  • Vantagens proteção contra predadores
  • eficiência na alimentação
  • eficiência na reprodução
  • criação da prole
  • altruísmo
  • divisão de tarefas
  • evolução cultural
  • Desvantagem
  • competição entre os indivíduos;
  • doenças.
Para entender-se o comportamento social de qualquer espécie animal é importante estudar:
  1. Como ocorre a formação de laços e vínculos;
  2. Quais são as características do comportamento agonístico;
  3. A interação social através da limpeza social - grooming;
  4. Como ocorrem as relações de dominância e subdominância;
  5. Como se da a organização, a cooperação e o altruísmo;
  6. Quais são as atividades sincronizadas;
  7. Comunicação;
  8. Comportamento ritualizados.
Tabela 1   Comportamento Social de canídeos selvagens

Tipo I: formação temporária de pares entre machos e fêmeas durante a estação de cruza. O macho geralmente fica com a fêmea, assiste ao parto, traz comida e protege o ninho.

Tipo II: Pares permanentes, os jovens ficam com os pais até a próxima estação reprodutiva. Se houver comida suficiente eles podem permanecer em grupos familiares e auxiliar na criação de futuros filhotes, mas o mais comum é que eles se dispersem e formem seu próprio território.

Tipo III: Nesse tipo há formação de matilhas geralmente de animais aparentados. Normalmente somente uma fêmea e um macho cruzam. O restante dos integrantes tem comportamento altruístico, além de caçar em grupo. Fox (1978).

Tabela de Períodos de Desenvolvimento Canino
PeríodoInícioComportamento
NeonatalNascimento -14 dias
Dorme 90% do tempo, rasteja, mama, procura contato corpóreo, endireitamento, estimulação anal necessária.
Transição15 - 21 dias   
(até 3 semanas)
Olhos abertos, primeiros dentes, apoio sobre as 4 patas, primeiros passos. Lambe líquidos, defeca sozinho, mama de pé ou sentado.
Socialização I3 - 4 semanas
Ouve, enxerga, olfato se aprimora. Ingestão de alimentos sólidos. Abana cauda, brinca, morde irmãos.
Socialização II5 - 7 semanas
Mímica facial, curiosidade, exploração, atividades grupais e jogos sexuais. Início do estabelecimento da ordem de dominância.
Socialização III7 - 8 semanas
Desenvolvimento pleno da capacidade auditiva e visual. Investiga tudo. Medo de ruídos súbitos, fortes, objetos em movimento. Cautela em relação aos objetos, animais e pessoas estranhas.
Socialização IV9 - 12 semanas
Desenvolvimento de comportamentos nítidos de dominância e subordinação. Aprendizagem de Habilidades motoras. Atenção curta.
Juvenil3 - 6 meses
Retraimento. Brincadeiras com vocalização.
Adolescente6 meses
Início da puberdade.

Fonte: Dr. Mauro Lantzman - Médico Veterinário - Homeopata e Etólogo - São Paulo - SP - Saúde Animal - Cães.
Este artigo foi publicado originalmente no site do Dr. Mauro Lantzman
Todas as fotos são dos nossos cães.

Bibliografia:

FUCHS, H.; WATANABE, O.M. I Curso de Comportamento Animal. 1997.
LOMBARD-PLATET, VLV; WATANABE, OM; CASSETARI, L. Psicologia Experimental.
Manual teórico e prático de analise do comportamento. São Paulo:Edicon,1998.
OVERRAL, K.L. Clinical Behavioral Medicine for small animals. Missouri: Mosby, 1997.
FOX M.W. Behaviour of Wolves, Dogs and related canids. New York: Harper & Row Publishers, 1971
O'FARRELL, V. Manual of canine behaviour. 2 ed. – Cheltenham: BSAVA, 1992.132 p.
BOWLBY, J. Apego. 2 ed. São Paulo: Martins Fontes, 1990
SERPEL, J.: The domestic dog: its evolution, behaviour and interaction with people. 2 ed. – Cambridge: Cambridge University Press, 1997. 240 p.

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