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Malteses: Minha Paixão!

Maltês: O cão amigo e companheiro!

Oração de um cão abandonado.

Deus... Sei que sou um ser criado por ti, para ser amado pelos homens mas nasci sem a sorte de alguns de minha espécie...

Irish Wolfhound - O maior cão do mundo

Ele é enorme, de elevada estatura e dotado de excepcional força muscular. Não, não se trata do Rambo! Estamos falando do Irish Wolfhound, o grandão do mundo canino...

A espiritualidade dos animais.

Segundo a filosofia espírita, a evolução humana se inicia no nível da simplicidade moral e da ignorância intelectual, mas é antecedida por estágios evolutivos nos reinos inferiores da criação...

Guarda responsável é amar o seu animal.

Eles precisam de amor, carinho, compreensão... Dê amor a quem te dá a vida!

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Mercado de Luxo para Pets

Ter animal de estimação não é tarefa fácil. A responsabilidade com a alimentação e a saúde ocupa tempo e dá trabalho.

Bicho sedentário pode ser um problema grave. Alimentos não apropriados para pets são capazes de gerar intoxicações. No entanto, tudo isso passa longe de ser uma dificuldade para quem tem grana.

Pets que têm como donos pessoas endinheiradas acabam usufruindo de todas as mordomias, e, às vezes, ganham uma vida até mais luxuosa que a dos próprios donos da casa.

Já imaginou seu pet ganhando massagem, se alimentando de comidinhas sem corantes ou conservantes e praticando até hidroginástica?

Saiba que essas são apenas algumas das regalias de muitos bichos por aí.

O mercado de luxo para os cachorros cresce a cada dia. Tem até academia exclusiva para os animais.

Em Copacabana, na zona sul do rio, um restaurante para cachorros é o único do tipo na América Latina. No cardápio, somente alimentos frescos e naturais.

Chiquérrimo, não?

Lembre-se: O seu cão não precisa de uma vida de luxo e glamour, ele precisa de amor e carinho, de respeito e amizade.

Muitos cães e gatos precisam de um lar, então, porque não adotar um animal abandonado? Pense nisso antes de gastar todo o seu dinheiro com coisas que, para o seu pet, não tem o menor valor...

Adotar é tudo de bom!!!


Fonte: R7


segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Dirofilariose Canina ou Verme do Coração

O Que é Filaria?

A Dirofilariose é uma doença debilitante e potencialmente fatal para os cães. A causa desta doença é um verme a Dirofilaria immitis, que se aloja principalmente no ventrículo direito e a artéria pulmonar. O gato é ocasionalmente infectado.

O ciclo da Dirofilariose começa quando o mosquito ao se alimentar de um cão previamente infestado, recebe a microfilaria (ovos) através do sangue do cão. No mosquito a microfilaria se desenvolve em larva infestante (2 a 3 semanas), quando o mosquito for se alimentar novamente a larva penetra através do local da picada e ocorre um período de desenvolvimento da larva e uma migração até o coração esta fase toda demora entre 2 a 4 meses até que ao chegar no coração, a dirofilaria imatura se desenvolve em filaria adulta sexualmente ativa (num período de 2 meses). A partir daí havendo uma filaria de cada sexo, ocorre o acasalamento e as microfilarias (ovos) são liberadas na circulação sanguínea, onde um mosquito ao se alimentar recomeça todo o ciclo.

Qualquer cão está sujeito a filariose, porém as regiões litorâneas são áreas de maiores riscos devido à proximidade de florestas e Mata Atlântica que aumenta o número de mosquitos. A região de serra indiretamente também já se encontra alguns casos, pois muitas pessoas que possuem casa de praia, também as possuem na região serrana, com isto o cão leva de um lado para o outro as microfilarias.

Os sinais clínicos e grau de infecção dependerão, entre outras coisas, da susceptibilidade individual de cada animal, assim como a duração e severidade da infecção. Quando as filarias adultas estão presentes, podem causar inflamação das paredes das artérias no pulmão, obstruindo vasos sanguíneos e conseqüentemente alterando o fornecimento sanguíneo aos órgãos vitais. A partir dai uma série de problemas vai se desenvolvendo uma coisa interligada a outra.

A maioria dos proprietários de cães não se dão conta que seu animal de estimação esta com filaria, até que a doença esteja bem avançada . Somente nos últimos estágios, quando a doença é difícil de se tratar, os animais apresentam os sintomas típicos da doença: tosse crônica (inicialmente seca), respiração difícil, apatia, fadiga (devido a qualquer pequeno esforço), perda de peso e abdômen distendido causado pelo acúmulo de líquido (ascite devido à doença cardíaca crônica digestiva).

Existem alguns exames laboratoriais feitos através da retirada de sangue do cão que avaliam a existência ou não de filaria e até mesmo o grau de infestação. Existe terapia para os animais já acometidos pela doença, contudo o seu veterinário deverá avaliar a situação, pois cada caso é um caso diferente e dependerá quão quanto o organismo do seu cão estará debilitado. Por outro lado há como evitar que o seu cão venha a ter esta doença desde filhote.


A prevenção é a melhor forma de evitar a dirofilariose. Há medicamentos que impedem o desenvolvimento da doença matando as larvas que contaminam o cão. Alguns vermífugos ou remédio de controle anti-pulgas possuem efeito contra as larvas jovens.


  
Contaminação do Homem pelo Mosquito

A doença é grave para os cachorros e ainda traz riscos à saúde dos donos. A Dirofilaria immitis pode parasitar o ser humano, quando picado por um mosquito transmissor. Esse parasita é incapaz de completar seu ciclo de vida no homem, porém freqüentemente se aloja nos pulmões, onde fica encapsulado.
Grande Freqüência da Dirofilariose no Brasil

Estima-se que, no Brasil, ao redor de 8% dos cachorros estejam infectados. (Guerrero et al., 1989)

Países com menor incidência têm programas muito mais agressivos de prevenção da doença, como é o caso dos Estados Unidos, onde a prevalência é de 2%.
Imagens retiradas da Internet

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Obesidade Também Afeta Cães e Gatos

Fofura Excessiva

Muitos donos de bichos de estimação precisam se convencer de que gordura não é sinônimo de fofura. "As pessoas ainda têm a visão de que bonito e saudável é o animal gordinho".

Um estudo comparativo feito na Alemanha investigou a relação entre donos e animais obesos. O resultado apontou que a maioria dos proprietários de cães obesos também estava acima do peso.

A evolução e a modernidade nos trazem muitas melhorias, mas são responsáveis por vários dos males e problemas da nossa época.

Em animais, o excesso de peso pode ser facilmente percebido pela impossibilidade de se sentir as costelas, além da falta de uma “cinturinha”, e pela presença dos famosos “excessos de gostosura”.

A obesidade não é apenas um problema estético, é um problema de saúde, pois ela está incriminada em uma série de problemas de saúde, que são, na maioria dos casos, revertidos quando o paciente volta ou se aproxima do seu peso ideal.

Os animais obesos, assim como as pessoas com o mesmo problema, têm maiores tendências a desenvolver os seguintes problemas de saúde:

- Diabetes mellitus
- Hipertensão (pressão alta) e outros problemas cardiocirculatórios
- Neoplasias (tumores/câncer)
- Problemas articulares e locomotores
- Dermatites
- Problemas reprodutivos
- Infecções bacterianas e virais
- Hiperlipemias (excesso de gorduras, incluindo colesterol, no sangue)
- Problemas hepáticos – a lipidiose hepática de gatos é muito séria!

O tratamento da obesidade consiste num conjunto de medidas e atitudes a serem tomadas pelos proprietários, como:

- Suporte psicológico
- Exercícios
- Dietas de restrição de calorias – com acompanhamento médico veterinário!
- Medicamentos – se necessário.

A restrição calórica pode ser feita de diversas maneiras: fornecer uma quantidade menor do alimento normalmente consumido pelo animal, ou fornecer uma quantidade semelhante de uma dieta rica em fibras e pobre em gorduras. Atualmente, existem diversas rações com baixas calorias e alto teor de fibras para emagrecimento e controle do peso, com tabelas de orientação de consumo.

O importante é alimentar os animais obesos com dietas ricas em fibras e pobres em gorduras, em várias e pequenas refeições no decorrer do dia, para promover uma maior queima de energia pela digestão.

A dieta pobre em gorduras leva a uma queima maior de energia, pois é mais rica em proteínas e carboidratos, cuja digestão por si só requer uma queima maior de energia do que ocorre na digestão de gorduras. Além disso, a maior quantidade de fibra na dieta leva a outros eventos: sensação mais prolongada de saciedade (sensação de “barriga cheia”), e aumento da velocidade da passagem do alimento digerido pelo intestino, e diminuição da disponibilidade e da digestão enzimática das gorduras (diminuindo a absorção desses nutrientes energéticos ingeridos). Tudo isso auxilia no emagrecimento.

Bons hábitos alimentares são fundamentais para uma “saúde magra” do mesmo. Alguns fatores não dietéticos podem influenciar a tendência à obesidade:

- Sedentarismo e falta de ocupação;
- Avançar da idade;
- Sexo feminino – a tendência à obesidade é maior em fêmeas;
- Castração – aumenta em 50% a tendência ao ganho de peso;
- Raça – Labradores, Cairn Terriers, Cocker Spaniels, Dachshunds, Shetland Collies, Basset Hounds e Beagles são as raças com a maior incidência de obesidade, pois na realidade são raças de trabalho físico intenso (caça e pastoreio), o que faz com que tenham um metabolismo modificado, visando trabalhar intensamente o dia todo, chegarem exaustos à noite, serem alimentados e dormirem, a fim de estarem prontos para um novo dia de intensa atividade e gasto energético;
- Proprietários – os obesos e idosos tendem a hiper-alimentar seus pets.

Cada reincidência da obesidade, assim como no homem, aumenta a dificuldade de perder e manter o peso. Ou seja, cada vez que o mascote fica obeso novamente, fica mais difícil emagrecê-lo.

A prevenção da obesidade é muito importante e não recebe a importância que merece. Ela deve ser instituída desde a fase de crescimento, pois um filhote glutão deve receber uma quantidade calculada pelo veterinário de ração seca, caso contrário, na grande maioria dos casos, esse filhote apresentará um peso cerca de 25% maior do que o filhotes que recebem uma quantidade controlada de alimento.

Temos que lembrar que os nossos mascotes são animais domesticados, mas ainda carregam instintos da vida selvagem, na qual o contexto, a situação em que vivem, é totalmente diferente. Na vida livre os animais têm que caçar para comerem e nem sempre conseguem se alimentar diariamente, têm que fugir de seus inimigos, lutar para se defenderem, proteger a prole e os companheiros de grupo, dormir ao relento ou em tocas frias, procurar um companheiro, segui-lo e defendê-lo, lutar com o “concorrente” para acasalarem etc. Isto tudo resulta num gasto energético muito maior o do que nossos bem cuidados pets, porém, eles ainda carregam consigo a tendência a comerem tudo a que tiverem acesso, pois o instinto de “acúmulo de energia para os dias de jejum” ainda persiste.

Sabe-se que durante a infância a obesidade ocorre com a formação de um número cada vez maior de células adiposas (de gordura), dentro das quais se acumula cada vez mais gordura, ocorrendo também o aumento do seu tamanho. Essas células irão persistir durante toda a vida do animal, o que também vale para os humanos. Assim, quando o animal ou a pessoa que foram gordinhos na sua infância, chegarem à fase adulta, terão um maior número de células adiposas no seu corpo, e, na fase adulta, o ganho de peso ocorre pelo aumento do volume de gordura dentro de cada célula. Quando do emagrecimento, o adulto não perde células adiposas em número, só ocorre a redução da gordura do interior das células e do seu tamanho, porém, só até um certo ponto a partir do qual começa a perda de tecido muscular.

Entendem, agora, porque é tão difícil um adulto que foi “gordinho” durante sua infância e adolescência, manter o peso ideal, e por que para este é muito difícil perder peso.

É importante ressaltar que após o emagrecimento, na fase de manutenção de peso, acompanhada de exercício, é comum que haja um sutil aumento do peso devido ao ganho de massa muscular, porém deve-se lembrar sempre que é muito fácil para o “ex-obeso” engordar!

Consulta: Vet. Barbara Catharina Hellebrekers 
Fotos retiradas da Internet

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Leishmaniose Canina ou Calazar Canino

Leishmaniose Canina

A Leishmaniose canina é uma doença parasitária transmitida pela picada do mosquito infectado (fêmeas da espécie Lutzomia longipalpis - também conhecido por mosquito-palha). Trata-se é uma doença sistêmica grave, de curso lento e crônico. Trata-se de uma zoonose portanto merece sua importância na saúde pública.

O calazar canino, do ponto de vista epidemiológico, é considerado mais importante que a doença humana, pois além de ser mais prevalente, apresenta um grande contingente de animais infectados com parasitismo cutâneo, que servem como fonte de infecção para os insetos vetores. Estas características tornam o cão doméstico o principal reservatório do parasito. Durante epidemias o homem também pode servir como reservatório do parasito, para a infecção do inseto vetor. 

Sintomas:
  • Perda de peso e/ou falta de apetite
  • Apatia e debilidade
  • Seborréia, feridas que não cicatrizam
  • Crescimento rápido das unhas
  • Anemia
  • Inchaco dos ganglios
  • Insuficiencia Renal
  • Diarreias persistentes, vomitos
  • Lesoes Oculares (conjuntivites)
  • Hemorragia nasal (epistaxe)
  • Ferimentos ao redor dos olhos e na pele

Como Prevenir? 
 
Pode-se prevenir a leishmaniose através da vacina, uso de coleiras apropriadas e repelentes, de preferência, a base de citronela. O flebótomo, o mosquito-palha, é um inseto bem pequeno e costuma se reproduzir em locais com muita matéria orgânica em decomposição. Portanto evitar acúmulos de lixo de casa é uma maneira contribuir para a saúde do meio ambiente e ao mesmo tempo evitar a proliferação dos mosquitos. Lembre-se que lugar de lixo é no lixo.

Controle da Doença:

A expansão da doença canina e seu potencial zoonótico levaram, por parte das autoridades sanitárias, o direcionamento do controle para a população canina, baseado no inquérito sorológico e sacrifício dos cães positivos. Com a argumentação de que a carência econômica existente no país aumenta o contingente de humanos susceptíveis, em decorrência principalmente da desnutrição e condições inadequadas de vida, o sacrifício dos cães tem sido nas últimas 4 décadas a base de controle adotada no Brasil. Esta prática é hoje inaceitável na Europa e cada vez mais contestada pelos proprietários de cães e pela comunidade de veterinários de pequenos animais, sobretudo pelo crescente número de publicações científicas sobre o tratamento canino.

Os esforços para o controle dos vetores são direcionados, principalmente para as formas adultas dos flebótomos, pois os criadouros da maioria das espécies são ainda desconhecidos. O uso de inseticidas residuais (DDT, fosforados e piretróides sintéticos) no interior das casas e abrigos de animais é considerado eficiente para reduzir a população peridoméstica dos flebótomos e conseqüentemente a transmissão parasitária. Entretanto o efeito é temporário e exige um programa contínuo. No Brasil as ações de controle do vetor foram sempre descontínuas por diversas razões. A liberação de verbas, a alocação e contratação de mão-de-obra dependem de decisões políticas orçamentárias. Os programas que são implementados não surtem o efeito esperado e como conseqüência ocorre a reinfestação dos ambientes e reaparecimento de casos humanos e caninos de calazar. Ainda não foram relatados, no Brasil, casos de resistência aos inseticidas comumente utilizados.

A eutanásia de cães soropositivos é uma medida de controle recomendada pela Organização Mundial de Saúde (OMS), contudo a própria entidade reconhece que existem cães de grande valor afetivo, econômico e prático e por isso não podem ser indiscriminadamente destruídos. Profissionais ligados aos órgãos públicos de controle a leishmaniose visceral observam que o momento da busca do cão para eliminação é carregado de forte componente emocional, significando a determinação da “sentença de morte” para um “membro da família” dada a significância que o cão tem no ambiente familiar. Este sentimento faz com que muitos proprietários de cães não aceitem esta estratégia de controle, proporcionando alto índice de recusas, contribuindo para a manutenção da cadeia de transmissão. São necessárias, adoção de medidas alternativas que possam suprimir esta lacuna no controle, além de diminuir o ônus emocional que a mesma representa.

Entretanto, a resistência por parte dos proprietários em entregar os cães para a eutanásia, baseia-se não somente no papel que o cão assume no contexto familiar. Principalmente nos meios urbanos, estes animais executam diversas funções como: guarda, salvamento, guia de paraplégicos, prática de esportes, repressão à criminalidade e ao tráfico de drogas, além do valor cinófilo de alguns exemplares.
 
O conhecimento de que a doença canina não é uniformemente fatal e que alguns cães podem apresentar cura espontânea, levou a comunidade científica médico-veterinária à experimentação de tratamento dos animais. Os resultados obtidos conduziram a protocolos bem sucedidos já aplicados em alguns países. A OMS reconhece que a eutanásia dos cães infectados, na maioria dos países, se reserva cada vez mais para casos especiais, como resistência aos fármacos, recaídas repetidas ou situações epidemiológicas perigosas, pois a maioria dos veterinários preferem administrar um tratamento antileishmaniótico, acompanhando atentamente as recaídas.

Os mesmos estudos indicam que a opção pela eliminação de cães, deveria ser em escala de importância, a terceira medida adotada. Outra crítica a esta opção, é a pouca agilidade observada entre a coleta de material, realização do diagnóstico e a ação de busca de cães infectados e sua eliminação, caso fosse realizada de forma ideal, isto é, baseada em melhores técnicas diagnósticas de forma ágil, poderia resultar em algum impacto sobre a transmissão, porém apenas de forma linear. Neste contexto, os autores verificaram que o tratamento canino reflete significado semelhante ao do sacrifício no controle de leishmaniose visceral canina.

Uma medida direcionada à população canina que não pode ser esquecida é o controle de cães vadios, modestamente realizados nos centros urbanos brasileiros, que deveria ser assumida como prioridade, pois estes animais podem ser veiculadores não somente de Leishmaniose , mas também de outros agentes zoonóticos.

Tratamento:

O tratamento do calazar canino é visto, no contexto do grande avanço de qualidade da assistência veterinária. As opções de protocolos distintos conferem aos pacientes grandes possibilidades de melhora clínica e menores índices de recidivas. Entretanto, são prolongados com o tempo tornam-se caros e em alguns casos são ineficientes.

A opção pelo tratamento de um cão com calazar deve considerar parâmetros ligados à condição clínica do paciente e a participação consciente do proprietário, os quais irão determinar os critérios de tratamento e sua viabilidade. O paciente deve ser avaliado pelo médico veterinário através de detalhado exame clínico e laboratorial, que inclui a confirmação do diagnóstico sorológico, com determinação do limite da diluição positiva e da presença do parasito em amostra de pele, punção de linfonodos e de medula óssea, através de técnicas citológicas ou histológicas. Exames complementares de hemograma, testes bioquímicos de função renal e hepática e perfil eletroforético das proteínas séricas, permitirão ao clínico prognosticar e decidir sobre a indicação do tratamento. Infecções concomitantes como babesiose, erlichiose, demodicose, escabiose, hepatozoonose, criptococose e dirofilariose devem ser consideradas a fim de se estabelecer a prioridade de tratamento entre as enfermidades diagnosticadas.

Confirmada a doença e apresentando o animal condições para execução do tratamento, é de suma importância o diálogo franco com seu proprietário. O esclarecimento detalhado sobre a doença, sua condição de enfermidade crônica e incurável, a necessidade de medidas profiláticas concomitantes ao tratamento e seus custos devem ser relatados. Entre os custos, incluem-se medicamentos, serviços veterinários e exames laboratoriais realizados trimestralmente.

A opção pelo tratamento só se dará mediante a confirmação da qualidade clínica do paciente associada ao compromisso do proprietário.

Créditos: Sonia Faria - Médica Veterinária - CRMV-CE 1000/UECE
Fotos retiradas da Internet

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